Nessa segunda-feira, 28 de novembro, o Joaquim Ferreira dos Santos, no Globo, produziu uma das suas maravilhosas defesas do nosso Rio de Janeiro. Com sua pena admirável e a emoção do autêntico carioca, esse ser humano quase em extinção, deu mais uma prova de que acredita na recuperação do nosso Rio de Janeiro, da nossa Cidade Maravilhosa.
“O Rio de Janeiro continua lindo ou eu, como o garoto do filme, dei para ver só gente morta acenando do passado?
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Quinta-feira recebi dois e-mails de amigos sensíveis, cariocas exilados em outras plagas que de vez em quando vêm aqui, dão uma olhada e, assustados, se mandam rapidinho. Achei, nas entrelinhas, carinhosamente como lhes é de estilo, que me recitavam “Os inocentes do Leblon”.
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“Leio suas crônicas cariocas como expatriada e o que você descreve não tem vaga nem de pé, num canto discreto, para mim”, dizia LG. “Sou carioca teimosa. Estava lendo as suas crônicas agora no metrô, depois de um recital lindo do Jorge Drexler, e me ocorreu que vou acabar como previu o Hawthorne, with no place to rest my discontented bones. Era inevitável que isso acontecesse aí no Rio, com o esvaziamento econômico, os políticos sórdidos, o narcisismo caricato. Triste horizonte. Você é um forte”.
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O e-mail seguinte vinha de São Paulo. Parecia ação orquestrada, como dizem as autoridades quando os favelados fecham o Zuzu Angel para protestar contra morte de traficante.
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Deu um pulo no Jobi, na Travessa. NB arrematou o e-mail de jeito parecido com o de LG, e eu senti de novo os clarins dos inocentes:
“Mas o que quero dizer, Joaquim, é que quanto mais descubro o Rio, ou tento, mais o Rio fica parecendo uma ótima ficção inventada por você numa crônica de segunda-feira”.
Esses dois amigos são profissionais que todo dia escrevem milhares de palavrinhas.
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A História do Rio que ora se escreve no pergaminho da vez, estou de acordo, tem inspiração rala. A bandidagem grassa, o Detefon não laça essa raça baça. Mas eu uso óculos. Vejo gente morta acenando do Morro do Castelo, todos garantem que esse pergaminho é do bom. Papel de mil. Agüenta ser rescrito outras muitas vezes, pois assim é o destino das cidades. A odalisca viva pisca para o almofadinha morto de paixão e garante. Outro poeta virá. LG e NB podem apostar. Ele caminhará sobre a areia quente, trará o óleo suave para passar nas costas e apagará o sofrimento de ser carioca em 2005.
Assim arrematou o JFS, sua confiança na recuperação da nossa cidade. Li, e fiquei com vergonha, por ser daqueles que não vem recuperação para o Rio de Janeiro. Acabou, fim da jornada, sem luz em qualquer túnel que apareça. Quase renovo minhas tão combalidas esperanças.
Mas, bastou um dia, um diazinho apenas, para as frágeis expectativas, alimentadas pela escrita maravilhosa do JFS. Nessa noite passada, um bando de traficantes e bandidos, parou um ônibus, repleto de passageiros que vinham do trabalho ou de suas escolas, cansados do dia-a-dia, expulsou o motorista, prendeu os passageiros e ateou fogo ao veículo.
Morreram cinco pessoas e onze estão em estado que inspira enormes cuidados. Barbárie pura.
Está em todos os noticiários, nem vou repisar tal desgraça. Lá se foi pelo ralo a minha tola esperança num renascer dessa nossa estraçalhada cidade.
ACABOU! ESSE RIO DE JANEIRO, OU MELHOR, AQUELE, NUNCA MAIS!
Lançamento do livro Blog de Papel, com as ilustres "presenças", em corpo, ou em alma, dos autores e colaboradores abaixo enunciados.
Mera casualidade, uma festa de grandes amigos, aqui em Petrópolis, casamento de uma sobrinha européia, convidado que fui, não posso faltar.
Dividido, embora, deixo para os amigos do Blog de Papel, os votos de que o sucesso anterior, em Goiania e em São Paulo, se repita.
Do Nelson, o bravo e intimorato Ao Mirante, um dos brilhantes autores do livro, recebi o email abaixo:
Grande Fernando!
O lançamento aí no Rio é hoje - dia 27, às sete da noite, na Livraria da
Travessa, em Ipanema.
Corre que dá tempo!
:-)
Forte abraço
Nelson
Acabei de assistir a partida final do Brasileirão da chamada Segundona. Um deles. O jogo do Náutico contra o Grêmio. Um jogo até bem disputado, que teve um primeiro tempo normal e onde o juiz conseguiu fazer uma arbitragem regular.
No segundo tempo o sujeitinho se perdeu e só fez merda. Deixou de dar um claríssimo penalty contra o Grêmio e depois, creio eu que como compensação, deu um outro, contra o Grêmio, que não existiu.
Ai, foi o caos. Total!
Os jogadores do time gaúcho, enlouquecidos, agrediram o juiz, três foram expulsos e o jogou ficou paralisado. Puta confusão.
Depois de muito tempo, ao tentar fazer a cobrança da penalidade máxima, outro jogador do Grêmio foi expulso. Ou seja, nessa altura, sete contra onze, o Náutico com o penalty a seu favor, o Grêmio tava mesmo, aniquilado. Acabara de perder o direito de voltar a Primeirona. Parecia! Apenas parecia.
Pois vejam só o que aconteceu:
1-O carinha do time pernambucano perde o penalty. Já haviam perdido um. Perderam o segundo;
2-Parece mentira, mas os gaúchos vão ao ataque, sofrem uma falta e um jogador do Náutico é expulso. Cobrada a falta, o Anderson pega a bola, a defesa pernambucana está totalmente distraída, ele dribla dois e faz o gol do Grêmio. 1XO, resultado que daria a vitória aos gaúchos;
3-Mas faltam mais de oito minutos, ainda. O Náutico, totalmente desarrumado, vai ao ataque, algumas vezes, não consegue nada, o Grêmio vence a partida, é Campeão e volta para a Primeira Divisão.
Disso tudo, minhas conclusões:
a-Esse juiz merece uma boa “chinelada” de quem dirige o departamento de Árbitros. Uma boa suspensão, pra deixar de fazer merda. Pelo menos, tanta;
b-Esse time do Náutico, totalmente incompetente, mereceu perder, mesmo;
c-O time gaúcho, que mereceu vencer, tem que chamar aqueles caras que foram expulsos e dar-lhes uma boa espinafrada;
d-O goleirão do Grêmio, estátua pra ele!;
e-O Anderson, que mudou o jogo no segundo tempo, outra estátua. Os dois, de mãos dadas.
Inacreditável, uma vitória como eu nunca tinha ouvido falar, quanto mais ver.
Mas ficou claro pra mim, que depois daquele inexistente penalty marcado pelo juiz, as expulsões em série (merecidas), e a imensa balbúrdia que se formou, o time pernambucano entregou o jogo. Como se considerasse que vencer daquela forma seria desonesto. Uma sofrida forma de ética, abateu e desarmou os jogadores do time. Ainda existe vergonha, em algumas pessoas, em ganhar às custas dos outros.
MAS, VENCEU QUEM MERECIA! ps: se eu fosse Gremista, estaria na rua festejando enlouquecidamente!
Isabela Martin
FORTALEZA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem duras críticas à classe política e disse que a mediocridade e a falta de visão de longo prazo dos políticos são responsáveis pelos baixos investimentos realizados em regiões menos desenvolvidas, como o Nordeste. Ele lamentou que os adversários derrotados torçam para que as coisas saiam errado e comparou a oposição a aves de mau agouro.
— O Brasil é fantasticamente engraçado. Não sei se é o Brasil ou se é no mundo inteiro. Aquele que perde uma eleição fica torcendo para que quem é eleito não faça nada, não dê certo, erre o máximo possível, porque é a chance. Um dia, Patrícia (Saboya, senadora pelo PSB), você vai ser eleita para um cargo majoritário, num cargo executivo, e vai ver as pessoas ficarem torcendo: tomara que não dê certo. Isso é que nem uma ave de mau agouro.
Tenho ido bastante, para minha alegria e satisfação, a São Paulo. Ver o andamento da obra do meu filho e como está ficando o meu projeto. Vou, passo quase batido, pouco tempo me sobra e deixo de cumprir algumas vontades, tipo visitar locais mais legais, ver alguma coisa de novo do que se anda construindo na Megalópole e, acima de tudo, tentar estar com alguns amigos blogueiros. Claro, sem falar do enorme prazer e emoção, de estar bem perto, coladão mesmo, com o meu filho “paulistano”. Isso, não tem o que pague!
Dessa vez, consegui que me sobrasse um tempinho e marcamos, eu, o Jayme Serva (Dito Assim) e o Alberto Lima (Carne Crua), de nos encontrarmos para “mandar” uns choppinhos e jogar conversa fora. O Bruno, meu filho, nos faria companhia enquanto aguardava o momento para ir a uma outra festa de amigos.
Já que era uma pretensão antiga e desejada, o tempo contribuiu para torna-la inesquecível, nos brindando com uma puta chuva, dessas de alagar tudo, criar intermináveis congestionamentos do trânsito, sinais (faróis, paulistada boa gente!) apagados e um baita exercício de paciência para chegar ao local escolhido. Astor, essa a casa escolhida pelo amigo Jayme, como ele disse, “uma choperia grande, mas nem tanto, com um certo jeitão carioca e pitadas de toques paulistanos”. Uma bela casa!
Apenas para se dar uma pequena idéia do que foi essa loucura causada pela tempestade, levamos do Brooklin, onde mora o Bruno, até a Vila Madalena, onde fica o Astor, uma hora e cinqüenta minutos! Normalmente, com o trânsito pesado de SP, seriam uns 25/30 minutos.
Mas, valeu plenamente! Grandes papos, debates e troca de opiniões sobre a blogosfera, sobre política, claro!, sobre amigos/as blogueiros/as, tudo regado a uns 20/25 chopps. Dentre os citados, ao longo da etílica noitada (nem tanto), Perolita, Pecus Bílis, Anunciação, Serjones, Anna Riso, Lucia Frankamente, Arlindo, Dennis D., Andréa Muié do Mei do Mato, Adelino, Strix, e muitos outros da mesma importância.
Levantei, o belo trabalho que o Verbeat está fazendo, colocando em seus sites uma enquête sobre os blogs e a blogosfera, opiniões e conceitos, que considero legal que todos leiam e , se possível, respondam. Bem interessante.
O local, o Astor, que recomendo, é bem gostoso, espaçoso, grande pé direito, simples e elegante. Bom chopp, serviço atencioso, ar condicionado eficiente. Ficamos por lá até as onze da noite, quando nos mandamos, dever cumprido, muitos pipis, pois o Jayme e o Albertão tinham outras “incumbências a cumprir.”
VILA MADALENA, É O POINT! ps: isso foi na sexta-feira passada.
Já havia lido esse texto do Dennis D. algum tempo atrás. Ri-me de montão.
Hoje, não resisti e estou colocando aqui no Observador. Um “escrito” de quem sabe tudo do ofício.
Impulsão
Na quinta-feira, Benjamim, o jardineiro do convento, morreu de infarto agudo do miocárdio. Tinha vinte e três anos. Caiu à sombra do jasmineiro amarelo, entre o muro e a torneira de rega. Ninguém viu como foi. Morreu descalço, terra entre os dedos dos pés, a calça esgarçada nos fundilhos. Morreu sem culpas e com as cuecas limpas.
Irmã Dulcília, que nunca antes vira o corpo desnudo de um macho humano, ajudou Padre Antonio a banhar o cadáver. Ela não tocou as carnes frias; apenas cumpriu a tarefa de renovar a água das bacias. Seu olhar, entretanto, ficou aprisionado nos lábios entreabertos de Benjamim, e depois entre suas coxas grossas, onde os pêlos molhados convergiam para a genitália encoberta por um lenço.
Na sexta-feira, Irmã Dulcília vomitou rosas; no sábado, urinou leite; no domingo, menstruou 300 mililitros de mel de flores de laranja-lima. Quando surgiu a primeira luz da segunda-feira, Irmã Dulcília foi encontrada no Cemitério Redentor. Já havia removido 1 metro cúbico de terra da sepultura J-447.
Escrito por Dennis D. às 17h37
Falar nisso, o “cara” está a lançar seu novo livro.
Provavelmente, a não ser que chuvas inesperadas apareçam nos céus paulistanos, a laje do Pavimento Superior, onde ficarão quartos e salas da casa (a casa, propriamente dita) será concretada na próxima 2ª feira. Nessa mesma concretagem, um parte da piscina (pilares, vigas e fundo, também serão concretados, ou “concretizados”, como dizia um encarregado meu).
Nas fotos, vemos a laje, em toda a sua extensão (12.75m x 12.75m)
e esse trecho, que ficará sob a piscina, onde estamos deixando as condições para, futuramente, montarmos uma sauna e banheiro de apoio à piscina.
obs: os pilares, que aparecem meio fora de posição, ainda não haviam sido aprumados. Serão, claro!
O volume da construção já aparece bem notável, dando para perceber o “bom caráter” da edificação. Coisa boa de saber, é constatar, no local, que a construção vizinha terá características completamente diferentes, e uma concepção da Arquiteta, muito legal. Além de ter sido implantada, sem qualquer combinação entre os proprietários, de forma inteiramente bem casada com a casa do Bruno/Mariah.
Sorte, ou inteligência dos Arquitetos, pode ser, mas ficou muito adequado.
Esperamos que essa parte pesada da obra, em obra e em grana, seja finalizada, com a laje de cobertura, até meados de janeiro / 2006.
O velho senta-se num banco no ônibus de frente para um "punk"
de cabelo comprido, com mechas verde, azul, rosa e vermelha.
O velho fica olhando para o "punk" e o "punk" olhando para o velho.
O "punk" vai ficando invocado... até que então pergunta
ao velho: ”- O que foi, vovô, nunca fez nada diferente quando jovem?”
O velho responde: ”- Sim, eu fiz. Quando era jovem fiz sexo com uma arara e estou aqui
pensando: Será que esse filho da puta é meu filho?" MULTICOLORIDO ps: mais uma contribuição do Aly
Outro dia conversávamos, em São Paulo, eu e meu filho Bruno, sobre uma resposta que um querido amigo nosso, blogueiro, deu a um email recebido. Pequeno erro na utilização do nosso idioma, fez com que ele tivesse uma reação inesperada. E, achamos nós, desnecessária. Tudo por causa de um “a” craseado!!!
Ah, a temível crase. Que, dizem, está pra ser abolida.
Pior de tudo é que penso que o causador desse desacerto duplo, de quem cometeu o pequeno erro da má colocação da crase, e de quem, arrebatadamente, mas destemperadamente, meteu bronca, foi o incipiente e desastroso corretor ortográfico do Word. Que eu, simplesmente, não uso para nada. Ou, do que ele corrige, faço de contas que não é comigo.
Vendo essa greve interminável dos professores e a inação dos Governos, notadamente o Federal, em resolver o assunto, cheguei a conclusão de que faz parte de uma manobra destinada a criar o maior número de futuros candidatos a presidência da nação. Pra isso, ser Presidente, não precisa de qualquer estudo!
Trata-se do PLANO EDUCAÇÃO ZERO. Idealizado, após muitas noites indormidas, pelo próprio Presidente.
Fôfinho, fôfinho, o japinha!
É tão chegado ao LuLLinha que pagou 28 mil, sem falar nada com a “chefia”. Uma gueixa, o oriental!
Mas ele diz que espera um dia receber essa graninha de volta.
A viagem de volta de São Paulo, de ônibus, é um tanto-ou-quanto chatinha. Nem cansativa, mas chatinha. Principalmente por não ser direto até Petrópolis. Vou ate o Rio e depois, já meio mareadão, pego outro busão pra subir a serra. Ai piora, normalmente.
Então, é manjado: saio (o ônibus, claro!) do Terminal do Tietê e dou uma cochilada básica, tipo até entrar na Rio-São Paulo propriamente dita. Ainda tento ler o jornal, mas acabo tirando uma “torinha”. Nenhuma novidade dessa vez. Dose repetida.
Quando resolvi dar um basta a essa leseira, prestei atenção ao filme que passava. Dei de cara com o velho cowboy, o Clint Eastwood, com aquela cara meio simpática, meio durona, a jogar uma conversa numa mulher madura, mas bonita. Era a Merryl Streep. Interessei-me pelo filme e lembrei-me de que deveria ser “As Pontes de Madison”, que eu não havia assistido. Claro, com aquele soninho inicial, pouco tinha prestado atenção nas primeiras seqüências do filme. Liguei-me no filme, de fato “As Pontes de Madison”.
Apesar da telinha diminuta, do som nenhum (praticamente), gostei muito do filme.
Belas interpretações, diálogos interessantes, as velhas indagações do que se fazer se (quando) pintar uma paixão inesperada, as “resistências” que um casamento, a família, o que-todos-vão-pensar, etc, podem fazer, contrariando as vontades reais, momentâneas, solicitantes e tentadoras, mas irrealizáveis.
Bem realizado, belo final, emocionante e real. Na verdade, como não é com a gente, acabamos torcendo pela realização do sonho. Mas, não deu! E a vida segue.
Será que alguém conseguiu se convencer de que a cara do Palocci, ontem, na fala do LuLLa era de satisfação?
Faz tempo que não vejo ninguém tão sem graça, tão desinteressado, tão, digamos, com cara de quem está puto da vida, como a do Ministro ontem.
A própria cara de quem já está fora daquilo tudo! ERA DE FELICIDADE? ps: o mais interessante(?!) de tudo isso é que o LuLLinha tem a certeza de que “prestigiou” o seu Ministro. Rsrsrsrsrsrsrs!
Sábado, as nove da noite, eu a graciela passávamos pela linha vermelha, na altura de são cristóvão, em direção a zona sul, quando cerca de sete jovens armados com fuzis e pistolas sairam de um carro grande e invadiram a pista. Freiamos, outros carros desviavam pra não bater uns nos outros e um amontoado de veículos a nossa volta se formou. Os ladrões começaram a andar entre os carros apontando as armas enquanto “escolhiam” as vítimas e começaram a arrancar as pessoas de dentro de seus carros com violência. Uma senhora, portadora de deficiência, foi arrastada com brutalidade pela pista por um menino sem camisa e fuzil na mão, enquanto uma moça em trabalho de parto observava chocada um deles arrancar com seu palio branco. Ficamos imóveis e sentados com as mãos levantadas esperando o momento que aquela coisa chegaria até nós. Nunca chegou. Passaram inúmeras vezes pelo nosso lado e por qualquer motivo não fomos escolhidos. Levaram aparentemente todos os outros carros, deixando pra trás o que os tinha trazido e o nosso. Minutos depois um carro parou pra prestar socorro e junto com ele uma viatura da policia. Partimos levando o casal pra maternidade ainda aterrorizados. Fomos pra casa chorar e tentar esquecer aquelas cenas, com a certeza que aquilo mais cedo ou mais tarde voltará a acontecer.
pedro
Pedro, jovem Arquiteto, é meu sobrinho.
Acabou de chegar de Paris, onde participou desse conjunto de homenagens feitas ao Brasil, com seu trabalho Favelité, exposto em uma estação do metrô parisiense. Esse é o Rio de Janeiro que nos oferecem para viver. Eles lá, pois eu e parte da família, já nos “arrancamos” de lá.
E UM TRISTE DESTINO RESERVADO A CIDADE MARAVILHOSA.
Com toda essa coisa do Palocci, seu indubitável envolvimento com aqueles babados de Ribeirão Preto (podem negar, mas existiram), ameaças de renúncia, as reações do Governo (LuLLa e PT) e da oposição (PSDB, claro!), veio-me a cabeça, com uma clareza que não sei de onde saiu, UMA TEORIA. Em dois capítulos principais:
1- PALOCCI RENUNCIA!
Resistindo (para a platéia) embora, valorizando a posse da bola (não é só o Prefidente que faz parábolas, analogias, etc), o Palocci acabará renunciando. O Governo fará de contas que não era isso que queriam. Pura mentira, engodo para a platéia. Palocci, fora!;
2- MUDANÇA NA POLÍTICA ECONÔMICA
Procura daqui, procura dali, o Governo coloca qualquer um na posição. Aproveita a deixa, libera geral. Deixa entender que a Dilma Guerrilheira tinha razão. Fabrica uma série de medidas eleitoreiras, capazes de agradar ao povão, talvez (quase fertamente [errei a digitação, mas saiu como eLLe falaria], digo, certamente) reduz os juros e manda ver. Claro, se der merda, colocarão a culpa nos anseios gerais de abrandamento da política econômico-financeira.
Desdobramentos? Claro, existirão. Mas, e daí?
Porque penso assim?
Simplesmente por sentir que, para o PT, a missão do Palocci já deu os frutos que eles pretendiam, sobretudo agradar os grandes empresários, os Bancos e nossos credores. Ele, o Palocci, já se deu conta de que tá na hora de “sartá fora”. Faltando pouco pra bater o gongo, meio baqueado, o Governo sai para uma política desesperada. Se não se reelegerem, problema pra quem vier. Fodam-se! Se ganharem, basta dar uma reviravolta nas expectativas criadas (já fizeram isso uma vez, porque não outra vez?). O povo sempre esquece fácil! E vamos nós.
Até torço para estar enganado. Mas...
E QUEM QUISER QUE CONTE OUTRA! ps: hoje, 2ª feira, leio na coluna do Alcelmo Góes, que as relações entre LuLLa e Palocci, estão cada vez mais estremecidas. Pura encenação, acho eu.
Quem acompanha os meus escritos, sabe que não gosto do Romário.
Não estou falando do jogador, um dos maiores atacantes que o Mundo já viu.
Mas do “cara”, do homem, não gosto.
Mas o que eu estou torcendo para ele ser o artilheiro dessa Brasileirão, não tá no gibi!
O sujeito merece.
Obrigado, galera!
Muito grato, pela permissão (Claro! Dei como aceito o pedido).
Tenho que falar dessa vitória de hoje do Mengão. Inevitável!
Bem como, mais uma vez, oferecer essa minha "véia" fachada aos tapas, com a constatação do enorme acerto que foi a contratação do Natalino!
Com toda a sinceridade, não tinha a menor esperança nessa classificação do Flamengo, escapando, até com certa digindade final, de um triste rebaixamento.
Mais uma vez, cabe a pergunta: "o que foi que o Joel Santana conseguiu colocar naquelas ôcas cabecinhas, que modificaram todo um jeito de atuar do time?"
Claro, vislumbrar a nítida modificação da colocação tática do Flamengo, notadamente da sua defesa, dá pra qualquer um notar. Méritos do Natalino!
Mas fazer essa turma do futebol acreditar no que o treinador diz, só mesmo muita "baba" do cara. E ele conseguiu.
Agora, é pensar um pouquinho mais graudamente, montar um time de respeito e fazer essa torcida que sofre com o Flamengo, feliz e entusiamada para o ano que vem.
ESCAPAMOS DA SEGUNDONA!!! ps: e aos inimigos? Tô nem aí!
De volta ao Rio/Petrópolis/Correas, cá estamos.
Li o que tinha a ler, respondi tudo, "marrômeno" fiquei em dia.
Vou na casa de um amigo, instalar o AutoCad pra ele e volto a tempo de começar a colocar uns posts que tenho engatilhado.
Como de hábito, nada de importante. ...À CASA TORNA!
*há controversias, rsrsrsrsrsr
Escrever esses dois posts (anteriores), praticamente esgota a minha capacidade de enfrentamento com(contra!) esse teclado sem acentos.Portanto, nao esperem nenhuma vontade, mesmo a ma-vontade, de responder comentarios ou assemelhados. Leio tudo, e respondo quando voltar a minha base.
Para isso eu vim a Sao Paulo: pra fiscalizar a Casa MB.
E foi o que fiz, ontem pela manha e farei daqui a pouco, quando la irei com o Bruno. Ontem ele nao foi, pois tinha trabalho a fazer, fotografando.
Sempre existem coisas, numa obra, que so a vista do autor, consegue ver. Pode parecer frescura, mas e verdade!
Encontrei algumas, que relatarei depois. Hoje, nessa minha proxima ida, agora com o feliz proprietario, fotografaremos a obra e a visita sera mais amena.
Ontem a tarde, de volta da obra, ainda desenhei, da maneira que eu gosto, a moda antiga, a mao, alguns detalhes emergentes. Adoro trabalhar liberto do meu velho AutoCad!
A noite, enquanto assistia ao jogo do Corintians, tomei conhecimento de outra vitoria do redivivo Mengao. 3X0 no Fortaleza!
Cara! Sou obrigaderrimo a aceitar a enorme diferenca do que e esse Flamengo do Natalino, do que era aquela coisa descaracterizada de antes. Nao sei o que o cara fez, como ele conseguiu incutir vergonha-na-cara desses vagabundos jogadores do time, mas tudo mudou. Parabens, Natalino!!! Ja passo ate a pensar, com boa-vontade, na tal estatua. Rsrsrsrsrsrsrsrs!
Nessa terca-feira, pouco antes de virmos para Sao Paulo, tento acessar o meu blog e encontro a ameacadora mensagem:
error 403: Forbidden! The server understood the request, but is refusing to fulfill it.
Authorization will not help and the request SHOULD NOT be repeated.
error 403: Forbidden, em garrafais letras vermelhas!!!
De cara penso que deveria ser um engano, algo desse tipo de coisa que um simples reestartar do sistema poderia resolver. E o que faco.
Mas, o aviso persiste!
Que fazer? Tento outros blogs do condominio Blogbrasil...normais. Passo a pensar no que eu poderia ter escrito, algo que incomodasse alguem, que o dispuzesse a promover uma vinganca, tirando o meu blog do ar. Perai! penso eu. Afinal, esssas coisa de blog removido por outrem (ops!) e coisa para blogs de outra importancia.Deixa de ser metido a besta, cara!
Sou, ou me faco de, pratico. Um email para o Fabio Sampaio, meu sidico e guru, relatando o acontecido. Agora, e esperar o retorno e viajar. Mando-me para Sao Paulo.
Nessas minhas especulacoes, mandei emails para a Helo e para a Fal, que se puseram a me ajudar no esclarecimento da coisa. Enquanto esperava o retorno do Fabio. Que veio, com aquela caracteristica rapidez e boa-vontade que o caracteriza. Na verdade, havia sido um estouro da banda (uauuu!) e a situacao estava sendo verificada. Recuperada a banda estourada, eis-me de volta, direto de Sampa, onde estou a fiscalizar a execucao das obras da Casa MB.
Em tempo: nessa estourada da banda, tambem o sistema de cometarios da Fal, durante um breve tempo, acusou o mesmo aviso ameacador do meu blog. Tambem ja recuperado.
Passa do meio-dia. Domingão festivo, comemoração do aniversário da minha filha #1, a Andréa, a Muié do Mei do Mato.
Família reunida, Bruno e Mariah vieram de São Paulo, Marcella (minha caçulinha), sobe com o namorado, do Rio, tios e amigos, aquela coisa simples e saudável das festas familiares. Pizzas maravilhosas, by Andréa, que produz uma massinha muito maneira e faz uns molhos espertíssimos. Vinhos, bons vinhos, para abrilhantar a comilança e papos, muitos papos!
Então, seguinte: blog, hoje, só amanhã!
Um dos meus mais ágeis e assíduos freqüentadores / comentadores, tem sido o Strix. Produzindo comentários ora sarcásticos, as vezes imprudentes, outras ocasiões maliciosos, ou quase escatológicos, mas sempre interessantes, o Strix, que eu me permito de poder chamar de amigo, abrilhanta e dinamiza meus posts, com suas maravilhosas tiradas.
Já o Adelino, tanto, ou mais assíduo que o Strix, tem outras facetas, igualmente encantadoras e brilhantes. Comentários sempre cuidadosos, oportunos e corretos, é outra estrela do meu blog. Isso, apesar do seu viés vascaíno, que seria algo que nenhum rubronegro decente poderia suportar. Como primo pelo comportamento “indecente”, agüento o amigo, com ele aprendi a menos repudiar seu Vasquinho e a compartilhar as nossas esperanças de que a queda de nossos clubes não aconteça.
A Anna, querida amiga Anna, deixei para o fim, para tratar com especial deferência, numa quase contradição ao famoso “ladies, first!”. Sempre presente por aqui, com suas sutis observações, claramente femininas -ainda bem!-, é outro ponto alto das minhas caixas de comentários. Uma dama, contraponto perfeito para os dois valetes acima.
“Ladies, forever”!
ANNA, ADELINO E STRIX ps: curiosidade, que seja, não são blogueiros. Melhor dizendo, dos tradicionais, desses que tem seus blogs na linha. Mas, pra mim são blogueiros. E dos bons!
Recebi da Mira Goi, através email, o “recado” abaixo:
Olá
Gostaria de apresentar o site CineTotal
Estamos produzindo material jornalistico também e procuramos colaboradores para críticas
e colunas individuais.
Grata pela atenção
Mirela Goi Cinetotal
PS: Caso goste poderia adicionar em seu blog?
Mirela
Feita a “chamada” e adicionado o link. Vale conferir.
Fluminense, Corintians e Internacional foram para a segunda partida desse confronto da Conmebol com a vantagem do empate. Apesar da nossa torcida, nenhum escapou da “degola”. Os gringos passaram a gente (a gente qual, cara-pálida?) na cara. Na verdade, pelo menos em minha maneira de ver, acho esse torneio bastante chegado ao mixuruca.
Alerta-me o querido amigo blogueiro, Manuel, do Gasolim Ultramarino sobre a verdadeira autoria do poema sobre as dores de amor do Camões. É o blogueiro ”Encandescente, que ainda tem um site sobre seu belo trabalho literário.
O poema está na capa do seu livro
a ser lançado ainda nesse mês de novembro, em Portugal.
De toda forma, a piada continua boa, e, se alguma estudante tivesse lido o poema do “Encandescente” e o colocado como resposta a tal questão (terá havido, tal questão?), tudo continuaria muito bom. Continuaria ganhado nota máxima. Fruto da qualidade, ela mesma, do poema.
Visitei o blog e o site do “portuga” e deu pra ver da qualidade do que apresenta. Linkei-o!
”ENCANDESCENTE”, É O NOME DO CARA! apideite 1- não é blogueiro, sim blogueira;
apideite 2- Ana, o nome da Encandescente;
apideite 3-Os poemas e escritos dela, são muito bons!
Meu tradicional amigo e abastecedor de curiosidades e eteceteras internéticas, a par de ser o craque das artes plásticas que é, Cláudio Boczon, mandou-me essa pérola. Coisas de vestibulares.
No vestibular pediram para os candidatos fazerem a análise do trecho do
poema de Camões abaixo:
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer!"
A análise do poema feita por uma aluna prevestibulanda, de 16anos, foi a seguinte:
"Ah! Camões,
Se vivesses hoje em dia,
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quatro analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a internet
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo!"’
Eu, fizesse parte da banca de examinadores, liberaria essa aluna do restante do vestibular e a aprovaria na hora.
Escrevi alguma coisa. Guardei. Achei desnecessário falar mais sobre eLLe. Todos já falaram e esgotaram o assunto. Pra não fazer igual a eLLe, fico na minha. Escandalizado e incrédulo, com tanta dissimulação, tanta empáfia e arrogância e, sobretudo, tanto descaramento e mentiras.
Repito o que disse o Xexéo, em sua coluna do Globo: “Enfim, Lula falou. E se mostrou mais ou menos como a gente imaginava que ele faria. Uma decepção.”
Deu no Jornal Nacional, dessa noite!
Gravem nas suas memórias, dia 9 de novembro de 2005: O Presidente LuLLa teria visto, em uma de suas últimas viagens, no avião Presidencial, o filme dos cantores sertanejos, em DVD pirata!!!!
Com essa, eLLe caí!
Sinceramente, se alguém souber dizer qual a importância dessa notícia para ser chamada no Jornal Nacional, me diga! Por favor.
Vejo alguns artistas mais entrados nos anos, tipo o Raul Cortez, e noto o tamanho das suas orelhas. Grandes, enormes!
Li, outro dia, que as nossas orelhas não param de crescer. Deve ser isso, pois ontem vi um trechinho de um filme antigo do Raul e suas orelhas eram bem menores. Vivo vigiando o tamanho das minhas orelhas. Rsrsrsrsrsrsrsrs!
COISAS DO TEMPO! ps: te cuida Pradinha! Rsrsrsrsrsrsrs!
Primeiro a Justiça (?) soltou a menina Richtoffen. Pode responder em liberdade o seu crime. Ré Primária. Agora, manda soltar os irmãos Cravinhos. Liberdade para eles, também.
Afinal, só mataram cruelmente um pai e uma mãe. Da Richtoffen. Cúmplice deles, nos assassinatos.
Como bem dizia meu pai: “Triste de quem morre, pois para o céu não vai.”
Pega-se um mundo glamuroso, o da moda (Autêntica novidade, né? Nunca utilizaram tal tema), copia-se a mesma trama familiar de um novela que acabou recentemente (naturalmente para o público nem ter tempo de se livrar daquela baixaria de mãe contra filho, no caso, agora, de avó contra neta e neto), os velhos e manjados núcleos engraçados, de pessoal de um nível mais baixo de instrução, como sempre falando aos berros e comendo de boca aberta ou com as mãos, aquele velho romance do riquinho com a pobretona (que ao primeiro embate deverá ter problemas), uma bisneta que adora a bisavó malvada, adiciona-se um lugar lindo e encantador da Grécia, festas gostosas, belas imagens de São Paulo e já dá pra ver , em dois capítulos, que a estória se repetirá. Ainda não apresentaram os amores inter-raciais, o núcleo (eles gostam dessa denominação) homossexual, mas tem que ter, ora se tem. No meio, mais pra diante, acrescentarão algum problema de momento, e o sucesso estará garantido. Bastará, ao gosto do público e das exigências do Ibope, fazer as necessárias correções de rota. Vi, meio intercalado com outras atividades, os dois primeiros capítulos da novela. Já me bastou. Tem tudo para ser um sucesso, líder de audiência e Ibope alto.
QUANTO A MIM, JÁ TÁ DE BOM TAMANHO. TÔ FORA! ps: produção caprichada, artistas de primeira, cenários maravilhosos, músicas super bem escolhidas....nem sei pra quê.
Hoje, no escritório, converso com meu amigo Andrés Cebrian, Arquiteto e rubronegro como eu. Engraçado que enquanto ia à copiadora para apanhar alguns trabalhos que estavam sendo plotados, já vinha pensando algo sobre aquilo. Aquilo, o quê, Fernandão?, vocês devem estar pensando.
Aquilo, foi a forma como o meu time venceu os dois últimos jogos. Aquilo, a escancarada ajuda, intencional ou não, que a arbitragem tem “premiado” o Mengão. Pelo menos dois, dois pênaltis, um conta o Coritiba e um contra o Botafogo (que pênalti mal marcado!!!), foram erros inconcebíveis dos juizes. Parecia que o Edílson estava em campo.
Ganhar, claro, sempre é bom. Mas nós dois, rubronegros de coração, concordamos que não ficamos, nem um pouco, felizes com a forma como o Flamengo venceu esses jogos. Até, um pouco envergonhados, ficamos.
Conversamos longamente sobre as grandes e irrefutáveis vitórias, viradas, conquistas, do Mengão. Coisas de outra época, onde tínhamos um time de que a gente podia se orgulhar.
Sinceramente, discordo veementemente de quem diz que a vitória, seja como for, é o que interessa. Ganhar é bom, maravilhoso, mas com lisura e dignidade.
ACHO QUE SOU UM PURISTA INVETERADO! ps: podem ter certeza, não estou fazendo gênero!
Estamos em pré-época das chuvas aqui na Serra. E agora, quase onze e meia da noite, o que está chovendo aqui em Correas, já dá pra imaginar o que virá quando for pra valer. Sendo assim, após um dia de trabalho intenso, nada mais me ocorrendo, vou dormir.
O tempo, essa implacável e infinitamente perversa entidade que nos atormenta. Que susto quando nos damos conta de que ele passa e nunca para, nem pra uma mijadinha. Flávio Prada
Esse tema, o Tempo, bem colocado pelo Flávio, está cada vez mais presente na minha, na nossa, vida. O tempo que vivemos, o tempo que passou, os ganhos e as perdas que o tempo nos apresenta, as benesses e as mazelas do tempo. O tempo que aproveitei bem, o tempo que perdi. Chegamos a culpar o tempo por nossas deficiências!
Sinceramente, ao chegar aos mais de setenta anos, não vejo mais o tempo como um inimigo. Sinto a sua chegada, a sua constante aproximação, como voraz devorador dos dias que nos restam, mas não me assusto mais. Quando leio relatos pesarosos de amigos mais jovens, e ai, nesse caso, não estou falando de jovens de menos de quarenta anos, acho até engraçado. Falo deles mesmos, desses que passaram a barreira dos quarenta e imaginam que a vida se corrompe a partir daí, se degenera e perde a qualidade. Claro, existem rebates, mas “o diabo não é tão feio como o pintam”. Como dizia um amigo, “o pintam, é mais feio”.
Houve um tempo, sempre ele, em que eu imaginava que nossa vida entrava em cruel decadência a partir dos sessenta anos. Esperei por isso. Os sessenta passaram e eu remeti essa expectativa para os setenta. Otimistamente, já penso em chutar essa “possibilidade”, da decrepitude (digamos, sem medo da palavra), para os oitenta. Portanto, meus jovens amigos e amigas, quarentões e cinquentões, aconselho-os a tirar o cavalo da chuva e parar de se comparar com os outros. Principalmente se forem mais jovens!
Nisso tudo, um dos maiores “entortadores” da compreensão do tempo que passa, é o espelho. Essa nossa inevitável convivência diária com ele, a par de nos colocar as verdades do passar do tempo, nos mostrar suas severas marcas, consegue nos enganar. Vendo a nossa cara a toda hora, não nos damos conta da progressão da, digamos, “veteranice” que nos assola. A quantidade de vezes que encontro amigos de Faculdade, esporte, juventude, e que os julgo envelhecidos, não tem conta. Fico animado, considero-me em melhor “estado” do que eles, e saio vitorioso. Esqueço-me de imaginar, que do lado de lá, do cara que eu senti mais envelhecido do que eu, um pensamento semelhante deve estar sendo produzido. O vento que sopra aqui, sopra por lá, também.
Mas, de uma forma ou de outra, “o tempo, essa implacável e perversa entidade que nos atormenta”, mesmo sem parar para dar aquela mijadinha, não é esse “monstro” todo não.
Vejo-me, a escrever sobre um monte de coisas, algumas das quais nem me agradam. Falo do futebol, da política, das pessoas, da família (essa me agrada sempre), e me ponho a pensar no porque dessas minhas, normalmente, mal traçadas linhas. Penso nisso, muito.
Pulo, de um lado pro outro, paro no Jayme, Dito Assim, grande e inestimável amigo. Leio o que o cara escreve e penso, cá comigo: Se eu escrevesse assim, se “poetasse” assim, da minha família falaria sempre, da minha Arquitetura, quase sempre, mas do resto...esqueceria.
“Cometeria” coisas lindas (abaixo) e pronto!
Soneto do que fica e corre
Não bastasse mirar com olhos d'água,
quando atira sorrisos sempre atinge
um alvo em mim. Se porventura afago-a,
devolve um enigma no olhar, esfinge.
Se a procuro, some, vai a Manágua,
Guarujá (não sei se viaja ou finge).
Se resolve chamar, lá do Aconcágua,
eu vou, sigo o caminho que me impinge
sem buscar atalhos. Vou, apenas.
Às vezes ela espera, às vezes some
e põe a culpa em mim, faz lá suas cenas.
Se exibe-se um leão, não há quem dome;
mas se aparece gata, são dezenas
as vidas que entrega. Depois, me come.
Na verdade, um Arquiteto, eu mesmo e uma Arquiteta, a Édila Siqueira, grande profissional e amiga. Ex-aluna, também, dos bons tempos de Santa Úrsula.
Coincidentemente somos muito amigos da família. Eu, por laços mais antigos, coisas da idade e a Édila, amiga dos netos dessa minha amiga (com todo o respeito, também bem mais velha que eu. Sim, existem!). Essa família, maravilhosa família, tem uma casa em Petrópolis, onde eles recebem muitas pessoas. Diversas vezes por ano. Trabalham com coisas do mundo da música clássica, trazem vários grandes artistas internacionais e a casa sempre tem dessas recepções. Grandes, muita gente importante e agradável.
Precisavam melhorar um lavabo, próximo aos salões, que apesar de bastante grande era mal dividido. Desses que você entra, fecha a porta e se sente quase solitário. Um Maracanã, grande e mal acabado. Contrataram a Édila, que fez um competente e adequado projeto, baseado nas solicitações dos parentes e iniciaram as obras. Era para ficar pronto em uns vinte dias, como surpresa a dona da casa que viajara a Europa, a trabalho. Tudo resolvido.
Parecia!
Dias após o inicio das obras (exagero, chamar o que se fazia, de obras...mas, vá lá), recebo um telefonema dessa minha amiga, para eu ir a casa deles para opinar sobre o que se fazia. Já fiquei meio cabreiro, pois isso, intervir em projetos de colegas, não bate bem comigo. Mas, colegas à parte, amigos acima de tudo, lá fui eu. Vi o projeto e disse que estava muito bom. “O que é que vocês pretendem de mim?”, perguntei.
“Eu acho que a M. (a dona da casa) não vai gostar”, disse-me a M., mãe da moça.
“Eu conheço minha filha e sei que ela não vai querer isso daí. Gostaria que você fizesse um alternativa, alguma coisa mais simples.” Tirei medidas, levantamento básico e vim pro escritório. Claro, pedi o nome e telefone da Édila para falar com ela sobre o pedido. Fiz o estudinho, mais simples impossível e liguei pra colega. Pelo nome, Édila, ex-aluna da Santa Úrsula, achava que a conhecia.
Conversamos sobre a coisa toda, rememoramos bastante dos bons tempos de Santa Úrsula e chegamos a opinião de que eu deveria levar a “obreta” em frente. Meu projetinho, pouco diferia do da Édila, apenas se adaptava às solicitações da família. Tudo resolvido, once again!
Qual! Tolos somos nós, Arquitetos, que imaginamos que o entendimento dos clientes seja algo fácil e objetivo. Recebo, então, um telefonema do caseiro (que também é o cara que faz as obras), avisando que P., marido da dona da casa, gostaria de falar comigo. Lá fui eu! Nos conhecemos, eu e P. há bem mais de 40 anos, embora poucas vezes nos vejamos. Ótimo papo, sujeito educado e culto, disse-me o que queria e, objetivamente (?), resolveu comprar os materiais de acabamento, vasos, lavatórios, metais, etc. Comprou e chegaram na obra. Os vasos, enormes e inadequados às dimensões dos espaços, os lavatórios (“lançamento da Deca”, assegurou-me ele), também fora das dimensões que imaginávamos, eu e a Édila. Se vira, Fernandão! O material é esse.
Chamei o marmorista, super competente, mostrei o que tínhamos (no caso os lavatórios, de sobrepor) e trocamos idéias até chegarmos a uma solução. Reforçamos a bancada (Crema Marfil, lindíssimo!), dimensionamos os complementos e agora era só produzir e correr contra o tempo. Sim, pois que agora, depois de tantos entraves, o prazo ficou dramático.
15 de novembro, inadiável. Se vira, Fernandão! O prazo é esse.
Tudo andando, revestimento dos boxes dos vasos, iniciado (vidrotil branco), outro telefonema. M. a mãe, em pânico, diz-me: “M. (a filha) detestou o vidrotil. Mandou arrancar tudo!”
“Calma”, digo eu, “vamos, então, pintar tudo. Vai ficar bom e dá para ficar pronto para o dia 15.”
“Tem mais, Fernando. A M.(filha) quer trocar os vasos, de modelo e de cor.”
Após algum tempo, onde eu coloquei os prós e os contras, ficou tudo acertado, novamente, que ela, M.mãe, iria fazer uma “sortida” na Frei Caneca, atrás dos vasos que ela gostaria e dos metais (esqueci de dizer, também não gostaram dos metais...). Espero que consiga acertar tudo.
Agora, caso não sobrevenham novas mudanças, é o seguinte o cronograma: Amanhã: gesseiro, forro e parede; Quarta-feira, o marmorista, até a 6ª feira. Nesse meio tempo, encomendar portas e ferragens, colocar as luminárias, emassar para pintar, inventar um fechamento para os vãos de iluminação dos banheiros, pintar, comprar e assentar os espelhos, torcer pra dar certo,... Como eu disse para a M., a mãe, minha grande amiga:
“Se tudo der certo, se nada acontecer fora do imaginado, nós ainda vamos ter uns quinze minutos de sobra, rsrsrsrsrsrsrsrsrs....” Se vira, Fernandão, que dia 15 tem a recepção!
Nisso tudo, esperando que o final seja feliz, fico a imaginar o P., o marido da dona da casa, que deixou materiais e coisas que ele havia escolhido, louça, metais, etc, quando chegar da viagem e encontrar tudo diferente do que pretendia. Acho que ele vai ficar muito feliz!Rsrsrsrsrs. Velha estória, o marido será sempre o último a saber!
Desde que soube da vinda do Joel Natalino Santana pro Flamengo, fui contra. Reclamei e achei uma contratação equivocada. Mas que o cara está dando certo no comando do Mengão, impossível discordar. Nem eu, com minha escancarada posição contrária. Posso ser até idiota, mas burro eu não sou(pelo menos, muito).
Sinceramente eu não sei o que ele conseguiu colocar nas cabeças daqueles jogadores, mas funcionou. Ou melhor, está funcionando!
Tomado de uma vergonha na cara que não constava nos dicionários dos jogadores, a gente agora vê um time com vontade de jogar e se impor sacrifícios. Continuando assim, podemos até escapar do rebaixamento.
Quatro jogos, dez pontos ganhos e muita vontade. Parabéns ao Natalino!
CONTINUO, NO ENTANTO, REZANDO! ps: e a mão, à palmatória e a cara aos tapas!
Ta lá, nos jornais! E convida, a todos que não viram, a comparecer. Não vi e nem vou ver.
Dependendo de mim, não chegam aos 5 milhões e um. Sorte deles, e minha, que não precisamos uns dos outros.
Esse mês de novembro é um mês festivo para mim. Nada menos do que duas filhas e minha neta, aniversariam em novembro. Escorpionas das boas. Frutos dos amores carnavalescos, diria eu.
Dia 7, nessa segunda-feira que vem, Andréa, filha #1, a Muié do Mei do Mato, minha primogênita, essa maravilha de filha incrível, completa seus 41 aninhos, com corpinho, cabeça, tronco e membros, de trintanos.
Dia 14, segunda-feira seguinte, será a vez da Maria Fernanda, minha filha mais velha da segunda fornada, entrar nos 21. Com tudo em cima!
Alguns dias depois, dia 17, será a vez da Nina, benção nossa de cada dia, completar os seus 4 aninhos lindos. Aqui em casa só se fala nisso!
Hoje, só anuncio. No momento adequado, claro!, um post sobre o assunto. Os três assuntos, certamente!
Três jogos, duas vitórias e um empate. Sete pontos ganhos.
Ainda estamos lá embaixo, mas alguma coisa aconteceu lá pelas bandas rubronegras. Perigo: a ameaça feita pelo Helinho Ferraz da estátua do Natalino lá na Gávea, caso nos salvemos do rebaixamento.
A notícia pintou, num órgão da imprensa, geralmente polêmico, e surgiram as indignações, repúdios, desmentidos e um monte de alegações, tipo, “Cuba vive na miséria, como teria essa grana para emprestar”***, etc.
Bom, tem que ser apurado e , caso sejam confirmadas as intenções maldosas da revista, que as penas da lei (existem?) lhes sejam aplicadas.
Mas, né por nada não, mas essas reações, pelos mesmos atingidos, ou boa parte deles, já é de todos conhecida e deu no que deu, nesses escândalos terríveis que motivaram tantas CPMI´s e cassações, em curso.
TEM QUE PAGAR PRA VER! ***Diversas nações, ou arremedos delas, vivem na mais profunda miséria, enquanto seus primeiros mandatários, ditadores, nadam no ouro. Três milhões, para qualquer um deles é pura mixaria, merreca mesmo.
Estamos, todos que vivemos aqui nas cercanias de Itaipava, preocupados. De repente, não mais que de repente, a tal febre maculosa, transmitida por um determinado tipo de carrapato, está deixando todo mundo abalado. Afinal, três turistas que estiveram numa das boas Pousadas da região, foram infectados e dois já morreram.
Entre a preocupação geral e a estupefação, pois afinal ninguém da terra apresentou sinais da tal febre, debatemo-nos. E, debatemos a questão. Em conversas de esquina, bate-papos caseiros, buscando informações mais substanciais de médicos e veterinários (afinal, parece que cães, ou cavalos, podem ser hospedeiros e transmissores da doença), todos procuram apoio para saber da real extensão do acontecimento.
Certo é que essa estória, enquanto não ficar claramente definida, esclarecida e noticiada/notificada, está muito estranha. Afinal, como explicar, por exemplo, que empregados que trabalham no campo, pessoal de obra, e outros, que ficam uma enorme parte dos seus dias em contato com vegetações, matos esquisitos, onde a possibilidade de carrapatos é enorme, pergunta-se, como nenhum deles ainda apareceu com a tal febre? Nem dela morreu? Não estamos precisando de nenhuma morte, nossa, dos moradores, para nos cuidarmos mais, ou nos enchermos de precauções, mas, isso sim, precisamos saber a real situação. Isso para que não tenhamos a impressão de que o mundo está prestes a desmoronar, ou de que nós, os locais, podemos ficar tranqüilos, pois somos infensos aos carrapatos da região.
AGUARDAMOS A RESPOSTA DAS AUTORIDADES SANITÁRIAS! URGENTE!!!